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Notícias

22 de Maio de 2019

Prémio Camões 2019

No seguimento da reunião do júri da 31ª edição do Prémio Camões, que decorreu este ano na Fundação da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro no dia 21 de maio, foi anunciado o vencedor do Prémio Camões.

Chico Buarque de Hollanda (1944), publicou as suas primeiras crónicas no Verbâmidas, jornal do Colégio Santa Cruz. Em 1966 publica em O Estado de S. Paulo o conto «Ulisses». Em 1974 sai a novela pecuária Fazenda Modelo. Em 1979 é editado Chapeuzinho amarelo e em 1981 A bordo do Rui Barbosa, poema da década de 60 ilustrado por Vallandro Keating. Em 1991 publica Estorvo, em 1995 Benjamim, em 2003 Budapeste, em 2009 Leite derramado e em 2014 O irmão alemão.

Chico Buarque fora já distinguido três vezes com o prémio Jabuti, o mais importante prémio literário no Brasil, pelo romance Leite Derramado, em 2010, obra com que também venceu o antigo Prémio Portugal Telecom de Literatura, por Budapeste, em 2006 e Estorvo, em 1992.

Em Portugal, estão publicados: Tantas Palavras (Companhia das Letras, 2018); Benjamim (Companhia das Letras, 2017); A Banda(Alfaguara, 2017); Leite derramado (Companhia das Letras, 2015); O irmão alemão (Companhia das Letras, 2015); Estorvo (Dom Quixote, 2001; BIS, 2012); Budapeste (Dom Quixote, 2004; BIS, 2008); Chapeuzinho Amarelo (Quasi Edições, 2007).

O júri foi constituído por Manuel Frias Martins, professor agregado (aposentado) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e presidente da Associação Portuguesa de Críticos Literários (Portugal); Clara Rowland, professora associada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (Portugal); Antonio Cícero, ensaísta e poeta (Brasil); Antonio Hohlfeldt, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Brasil); pelos PALOP, Ana Paula Tavares, poeta e professora universitária em Lisboa (Angola); Nataniel Ngomane, professor da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane (Moçambique).

O Prémio Camões, instituído por Portugal e pelo Brasil em 1989, é o prémio de maior prestígio da língua portuguesa. Com a sua atribuição, é prestada anualmente uma homenagem à literatura em português, recaindo a escolha num escritor cuja obra contribua para a projeção e reconhecimento da língua portuguesa.

O Prémio Camões foi já atribuído, por ordem cronológica, a Miguel Torga (Portugal), João Cabral de Mello Neto (Brasil), José Craveirinha (Moçambique), Vergílio Ferreira (Portugal), Rachel de Queiroz (Brasil), Jorge Amado (Brasil), José Saramago (Portugal), Eduardo Lourenço (Portugal), Pepetela (Angola), António Cândido (Brasil), Sophia de Mello Breyner Andresen (Portugal), Autran Dourado (Brasil), Eugénio de Andrade (Portugal), Maria Velho da Costa (Portugal), Rubem Fonseca (Brasil), Agustina Bessa-Luís (Portugal), Lygia Fagundes Telles (Brasil), Luandino Vieira – recusado (Angola), António Lobo Antunes (Portugal), João Ubaldo Ribeiro (Brasil), Arménio Vieira (Cabo Verde), Ferreira Gullar (Brasil), Manuel António Pina (Portugal), Dalton Trevisan (Brasil), Mia Couto (Moçambique), Alberto da Costa e Silva (Brasil), Hélia Correia (Portugal), Radouan Nassar (Brasil), Manuel Alegre (Portugal) e Germano Almeida (Cabo Verde).

Esta notícia foi publicada em 22 de Maio de 2019 e foi arquivada em: Prémios.
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